Morre Francielly, a “palhaçinha” que levava alegria aos hospitais da cidade

Jundiaí perdeu, nesta segunda-feira (20), uma das suas almas mais generosas. Francielly Mosquette, de 39 anos, faleceu e deixou um vazio profundo entre familiares, amigos e todos aqueles que tiveram o privilégio de cruzar com seu sorriso — seja nas ruas da cidade, nos corredores dos hospitais ou nas páginas do Jornal da Região.

O sepultamento está previsto para as 16 horas desta segunda-feira (20) no Cemitério do Montenegro.

Mais do que uma moradora de Jundiaí, Francielly foi uma presença transformadora.

Vestida de “palhacinha”, ela percorreu os leitos do Hospital Universitário de Jundiaí e participou de ações em prol do Grupo em Defesa da Criança com Câncer (Grendacc), levando leveza e esperança a quem atravessava os momentos mais difíceis da vida.

Ao lado de um grupo de amigos igualmente dedicados, ela arrancava sorrisos de crianças e adultos internados — gestos simples que, para quem os recebia, valiam muito mais do que qualquer remédio.

“Era emocionante ver a alegria das crianças quando eu chegava de palhacinha no Hospital Universitário de Jundiaí”, disse ela em uma das ocasiões em que seu trabalho voluntário foi registrado por esta redação.

Formada pela Faculdade Anhanguera, Francielly valorizava profundamente as amizades, o trabalho e os sonhos que cultivava com entusiasmo.

Gostava de viajar e vivia com uma intensidade que ela mesma descreveu com rara beleza ao completar 38 anos:

“Não tenho palavras para agradecer a Jesus por tudo que ele tem feito na minha vida. Nesse último ano vivi intensamente dias de choro, de luta, mas principalmente de amor por todos os lados que fui. Conheci pessoas incríveis que hoje são essenciais na minha vida. Recebi muito apoio e carinho da minha família, nos ministérios que sirvo na igreja, dos amigos e no meu trabalho, que me tratam com respeito e muita empatia. Tenho vivido coisas extraordinárias e sou imensamente abençoada”.

Essas palavras revelam quem Francielly era: alguém que encontrava graça na vida mesmo em meio às dores, e que transformava sua própria história em combustível para iluminar a dos outros.

Jundiaí não esquecerá a “palhachinha” de coração enorme.

Fonte/Imagem: Jornal da Região/Divulgação