Aos 20 anos, Guilherme Tega da Silva, morador de Jundiaí (SP), é aluno da Escola Superior de Educação Física (ESEF) e integrante da equipe de natação da cidade. Ele enfrenta, atualmente, uma grave complicação após um transplante de medula óssea e precisa, com urgência, de um tratamento que custa R$ 864 mil, para continuar lutando pela vida.
A história de Guilherme começou a mudar no fim de 2021, quando sintomas como febre e dor de cabeça levaram ao diagnóstico de Leucemia Linfoide Aguda tipo B Philadelphia Like (LLA-B PH-LIKE). A partir daí, iniciou uma intensa jornada de tratamentos, incluindo quimioterapia, medicamentos de alto custo e diferentes protocolos experimentais, já que seu caso era considerado raro e de difícil resposta.
Mesmo após diversas tentativas, a doença só entrou em remissão em maio de 2022, permitindo a realização do transplante de medula óssea, com doação da própria irmã. No entanto, o que parecia ser um novo começo trouxe um novo desafio: Guilherme desenvolveu a Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH), conhecida como rejeição do transplante — uma condição grave em que as células transplantadas atacam o organismo do paciente.
A doença atingiu praticamente todo o corpo de Guilherme e evoluiu de forma agressiva, com impactos importantes no fígado e, principalmente, nos pulmões. Ao longo desse período, ele ainda enfrentou a volta do câncer em 2023, passou por terapia avançada CAR-T Cell em 2024 e chegou a desenvolver um sarcoma, que precisou ser removido cirurgicamente.
Hoje, o quadro mais crítico é pulmonar. A DECH provocou fibroses que comprometeram severamente sua capacidade respiratória, levando a um quadro de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) grave. Guilherme se cansa até para atividades simples, como se alimentar, e enfrenta limitações que impactam diretamente sua rotina e qualidade de vida.
Para conter a progressão da doença e tentar recuperar parte da função pulmonar, ele precisa do medicamento Rezurock (belumosudil), que pode controlar a DECH sem comprometer ainda mais o sistema imunológico. No entanto, o tratamento completo chega a aproximadamente R$ 864 mil, valor que não é coberto pelo convênio ou pelo SUS.
Campanha busca mobilizar a população
Diante desse cenário, a família iniciou uma campanha para arrecadar recursos e garantir o acesso ao tratamento. “Não é fácil precisar pedir ajuda, mas hoje dependemos da solidariedade das pessoas para salvar o meu filho. Eu acredito que, com a união de todos, vamos conseguir dar a ele a chance de continuar vivendo”, afirma Lilian Tega da Silva, mãe de Guilherme.
E Guilherme segue determinado. Ele cursa Educação Física, sonha em se tornar professor de natação, conquistar a faixa preta no karatê e formar uma família. Sua história mobiliza a comunidade de Jundiaí em uma corrente de apoio e esperança.
As doações podem ser feitas pelo link:
[https://campanhadobem.com.br/campanhas/guilherme-tega#/](https://campanhadobem.com.br/campanhas/guilherme-tega#/)
Para mais informações:
Lilian (mãe do Guilherme) – (11) 99972-9543