Lula afirma que nunca foi esquerdista durante conversa no G7 e rebate críticas de Trump

Uma conversa informal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cúpula do G7 repercutiu nesta semana após ser captada pela transmissão oficial do evento. Durante diálogo com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o chanceler alemão Friedrich Merz, Lula afirmou que nunca se considerou um político de esquerda.

Ao comentar sua trajetória, o presidente disse que sua atuação sempre esteve ligada ao movimento sindical e relembrou as relações mantidas com organizações trabalhistas da Alemanha, Itália e Espanha. Na conversa, Lula também avaliou o cenário político internacional e afirmou que o mundo vive atualmente um momento mais centrado politicamente.

O presidente ainda recordou episódios do início de sua carreira política, nos anos 1980, quando foi impedido de participar de um congresso na antiga União Soviética após ser enquadrado pela Lei de Segurança Nacional. Segundo ele, o episódio levou parte da opinião pública a classificá-lo como anticomunista.

Durante o encontro, Lula também defendeu o sistema eleitoral brasileiro, destacando o uso das urnas eletrônicas e os mecanismos de auditoria do processo de votação. O presidente afirmou que o modelo brasileiro poderia servir de referência para outros países.

As declarações ocorreram no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a situação política do Brasil durante entrevista à imprensa no G7. Trump classificou o país como politicamente complexo e fez referências ao cenário eleitoral brasileiro. Em resposta, Lula afirmou que o líder norte-americano precisa conhecer melhor o funcionamento das eleições no Brasil e voltou a defender a confiabilidade das urnas eletrônicas.

As manifestações dos dois presidentes ocorreram durante a agenda da cúpula do G7, que reuniu líderes mundiais para discutir temas econômicos, políticos e de segurança internacional.