Representantes de caminhoneiros alertaram o governo federal, em março de 2026, sobre o risco de paralisações no transporte de cargas diante da alta no preço do diesel. A preocupação levou à adoção de medidas emergenciais, como a isenção de impostos sobre o combustível, em uma tentativa de reduzir os impactos para a categoria e evitar uma mobilização nacional.
Apesar do clima de insatisfação, lideranças do setor afirmam que não há, até o momento, organização de uma greve nacional. Entidades como a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos de Cargas (Conftac) defendem a manutenção do diálogo com o governo e a busca por soluções para o aumento dos custos do combustível.
Mesmo assim, caminhoneiros relatam aumentos considerados abusivos no preço do diesel em algumas regiões do país, principalmente no Centro-Oeste, o que tem gerado forte pressão sobre os custos do transporte rodoviário.
Na região da Baixada Santista, representantes do setor também discutem medidas diante do impacto econômico sobre a logística de cargas no Porto de Santos, um dos principais centros de escoamento de mercadorias do país.
O cenário atual ocorre em meio a preocupações com a inflação dos combustíveis e reacende lembranças da crise de 2018, quando uma paralisação nacional de caminhoneiros provocou desabastecimento e impactos na economia brasileira.
Fonte: caminhoneiros, entidades do transporte de cargas e representantes do setor logístico; Imagem criada por IA.