A Petrobras anunciou um aumento médio de 19,2% no preço da molécula do gás natural vendido às distribuidoras, com vigência a partir desta sexta-feira (1º). O reajuste faz parte da política de atualização trimestral adotada pela companhia.
A alta afeta diretamente o gás canalizado e o GNV (gás natural veicular), utilizado em automóveis. Já o gás de botijão (GLP) não sofre impacto, pois segue uma política de preços diferente. O repasse ao consumidor final pode variar conforme tributos estaduais e as tarifas aplicadas pelas distribuidoras.
Segundo a estatal, os contratos de venda do insumo acompanham a variação de indicadores como o petróleo tipo Brent, o câmbio e, mais recentemente, o Henry Hub. Este último é considerado o principal parâmetro global para o preço do gás natural, com base em negociações realizadas nos Estados Unidos.
No período analisado para o reajuste, o preço do Brent registrou alta de cerca de 24,3%, enquanto o índice Henry Hub apresentou queda de 14,1%. Já o real teve valorização de 2,5% frente ao dólar. De acordo com a Petrobras, os contratos incluem mecanismos que ajudam a reduzir a volatilidade dessas variações no curto prazo.
Apesar do aumento anunciado, a empresa destacou que, desde dezembro de 2022, o preço médio da molécula de gás natural vendido às distribuidoras acumula queda de aproximadamente 26%, considerando o novo reajuste.
Além disso, a Petrobras também informou aumento no preço do querosene de aviação (QAV), com acréscimo médio de R$ 1 por litro. A medida foi justificada por um cenário internacional adverso, marcado por tensões geopolíticas que impactam o fornecimento global de petróleo e gás, incluindo conflitos recentes no Oriente Médio.
A companhia afirmou ainda que continuará oferecendo condições para parcelamento do reajuste do QAV, com o objetivo de reduzir impactos no setor aéreo e garantir o equilíbrio do mercado.
Fonte: g1