O preço médio do diesel nos postos de combustíveis do Brasil registrou forte alta na última semana e chegou a R$ 6,80 por litro, segundo levantamento divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor representa aumento de 11,8% em comparação com a semana anterior, quando o litro custava em média R$ 6,08.
A pesquisa considera o período de 8 a 14 de março e reflete o impacto da alta internacional do petróleo, influenciada pela guerra no Oriente Médio. Os dados também indicam que o aumento ocorreu antes do último reajuste anunciado pela Petrobras e ainda não considera as medidas de redução de custos divulgadas pelo governo federal.
De acordo com o levantamento, a região Norte apresentou o maior preço médio do diesel, com R$ 7,14 por litro. Entre os municípios pesquisados, o valor mais alto foi registrado em Olímpia (SP), onde o combustível chegou à média de R$ 8,49. Já o menor preço foi encontrado em uma cidade do Pará, com média de R$ 6,08 por litro.
Outros combustíveis também tiveram aumento. A gasolina passou a custar em média R$ 6,46 por litro, alta de 2,54% na semana. O maior preço médio foi registrado em Guarujá (SP), com R$ 9,29, enquanto o menor foi encontrado em Uberaba (MG), a R$ 5,89.
O etanol teve alta mais moderada e foi vendido em média a R$ 4,64 por litro, avanço de 0,65%. O maior valor médio foi observado em Itapipoca (CE), com R$ 6,89, enquanto o menor foi registrado em São José do Rio Preto (SP), com média de R$ 3,77.
Medidas para conter a alta
Diante da pressão sobre os combustíveis, o governo federal anunciou medidas para tentar reduzir o impacto da alta do petróleo no país. Entre elas estão a redução de tributos sobre o diesel, aumento do imposto de exportação sobre o petróleo e a criação de uma subvenção para produtores e importadores do combustível.
Além disso, novas regras de fiscalização foram estabelecidas para garantir que eventuais reduções de custo sejam repassadas ao consumidor final. O cenário de aumentos sucessivos também passou a ser acompanhado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após relatos de elevação de preços em diferentes regiões do país.