A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (28), o lutador e treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão, em Manaus, suspeito de crimes sexuais contra alunas. A decisão pela prisão temporária foi reforçada após a análise de um áudio enviado pelo investigado à família de uma das vítimas, que contribuiu para comprovar indícios de autoria e materialidade.
De acordo com a investigação, o material, com mais de 16 minutos de duração, contém trechos em que o treinador admite ter tido comportamentos inadequados na relação com uma aluna de Jundiaí. No conteúdo, ele reconhece que sua conduta foi imprópria para a posição de professor e tenta justificar suas atitudes ao interpretar, de forma equivocada, o comportamento da jovem.
Ainda no áudio, o investigado pede que a família não registre denúncia e oferece custear despesas, incluindo viagens internacionais relacionadas a competições, além de propor acordos para evitar que o caso tivesse continuidade. Em outro momento, afirma que aceitaria qualquer decisão da família sobre seu destino.
As investigações tiveram início após denúncia feita por uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, que relatou atos libidinosos sem consentimento durante uma competição fora do país. A vítima foi ouvida pelas autoridades, juntamente com familiares.
Durante a apuração conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados. Elas relataram episódios semelhantes, incluindo um caso que teria ocorrido quando a vítima tinha 12 anos.
Além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado em Jundiaí. O caso gerou forte repercussão na comunidade esportiva, onde o treinador é conhecido.
A Polícia Civil segue com as investigações para apurar a extensão dos fatos e identificar possíveis novas vítimas. Até a última atualização, a defesa do investigado não havia sido localizada.
NOTA À IMPRENSA
A assessoria da rede de escolas Melqui Galvão informa que o Professor Melqui Galvão foi afastado da liderança da rede, sendo o caso atualmente tratado exclusivamente pelas vias legais, com acompanhamento da equipe jurídica.
O procedimento tramita sob sigilo, em respeito às normas legais e com o objetivo de resguardar todos os envolvidos.
Por orientação jurídica, neste momento não haverá novos pronunciamentos públicos, até que os fatos sejam devidamente apurados pelas autoridades competentes.
A liderança da equipe passa a ser exercida por Mica Galvão e Diogo Reis, em conjunto com a equipe de professores, assegurando a continuidade das atividades e a manutenção dos padrões técnicos e institucionais da rede.
A BJJ College segue com suas atividades normalmente, contando com uma equipe sólida de professores e atletas, comprometida em oferecer ensino de qualidade, com seriedade, ética e responsabilidade.
Assessoria de Comunicação / Departamento Jurídico