Homem morre após agredir a mãe e ser contido pela PM em Jundiaí

Um homem de 37 anos morreu na manhã deste sábado (09) após sofrer uma parada cardíaca no Hospital São Vicente de Paulo, em Jundiaí. Horas antes, ele havia agredido a própria mãe, de 71 anos, dentro da residência da família, no bairro Jundiaí Mirim, e precisou ser contido pela Polícia Militar.

Segundo informações do boletim de ocorrência registrado no 1º Distrito Policial, a PM foi acionada após um vizinho denunciar que um homem estaria atacando a mãe no interior do imóvel.

Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a idosa na garagem da casa, chorando e com hematomas no rosto. O portão da residência estava trancado com cadeado, e os agentes precisaram romper o dispositivo para entrar no local.

De acordo com o registro policial, após a entrada da equipe, o suspeito correu para dentro da residência, permitindo que a mãe deixasse o imóvel em segurança. Durante a tentativa de abordagem, ele teria avançado de forma agressiva contra os policiais.

Ainda conforme o boletim, os agentes utilizaram duas vezes uma arma de incapacitação neuromuscular, conhecida como taser, mas os disparos não surtiram efeito. Diante da resistência, a equipe recuou e pediu apoio.

Com a chegada de reforço, o homem foi imobilizado e algemado. Em estado de grande agitação, ele foi encaminhado ao Hospital São Vicente de Paulo, onde recebeu medicação e permaneceu em observação para avaliação psiquiátrica.

Enquanto o boletim de ocorrência era elaborado na delegacia, os policiais foram informados pela unidade hospitalar de que o homem havia sofrido uma parada cardíaca e morreu.

A mãe do suspeito relatou que o filho havia passado por uma cirurgia cardíaca ainda na infância. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para apurar a causa exata da morte.

A idosa também foi levada ao hospital, recebeu atendimento médico e foi liberada. Ela compareceu posteriormente à delegacia com marcas das agressões no rosto.

Com a confirmação da morte do agressor e a documentação hospitalar anexada ao caso, o delegado responsável determinou a extinção da punibilidade, conforme previsto na legislação brasileira.

Fonte: g1