Um homem apontado como um dos autores de um estupro coletivo em São Paulo foi preso na Bahia, enquanto a polícia avança nas investigações sobre o crime e a disseminação de imagens nas redes sociais.
De acordo com as autoridades, o estuprador teria sido responsável por registrar os abusos com o próprio celular e compartilhar os vídeos por aplicativos de mensagens. O material acabou se espalhando, o que também configura crime. Agora, a investigação busca identificar outras pessoas que possam ter participado da divulgação.
Segundo a polícia, a repercussão do caso provocou medo entre as famílias das vítimas, que chegaram a deixar a comunidade após sofrerem ameaças. Algumas delas precisaram sair às pressas, levando apenas o essencial.
As vítimas, entre elas crianças, foram localizadas e ouvidas pelas autoridades, além de passarem por exames. Elas estão recebendo acompanhamento médico e psicológico, com apoio do Conselho Tutelar. As famílias também foram acolhidas por serviços sociais da Prefeitura, e o local onde estão foi mantido em sigilo para garantir a proteção, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A investigação segue em duas frentes: a identificação de todos os envolvidos no crime e o rastreamento de quem compartilhou as imagens. A polícia reforça que a divulgação desse tipo de conteúdo é crime e pode resultar em responsabilização penal.