Por: Dircélio Timóteo
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou mal-estar na tarde desta segunda-feira (16) e permanece sob acompanhamento, segundo informou seu filho, o ex-vereador do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro.
Em publicação nas redes sociais, Carlos afirmou que o pai “passou mal” e que continua sendo monitorado, mas disse não ter detalhes adicionais sobre o estado de saúde. Ele declarou estar “sem palavras” diante da situação.
Detido desde janeiro
Bolsonaro está custodiado desde 15 de janeiro em uma sala de Estado-Maior no Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília. A transferência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após decisão que atendeu a pedidos da defesa.
Antes, o ex-presidente estava na Superintendência da Polícia Federal, também na capital federal. De acordo com a decisão judicial, a nova unidade oferece melhores condições estruturais, incluindo ampliação do tempo de visitas, possibilidade de realização de exercícios físicos em horários livres e sessões de fisioterapia.
Estrutura da cela
A sala onde Bolsonaro está detido possui 54 metros quadrados, com quarto, banheiro, lavanderia, cozinha, sala e uma área externa de pouco mais de 10 metros quadrados. O espaço tem capacidade para quatro pessoas, mas é ocupado exclusivamente pelo ex-presidente.
Histórico de saúde
Conforme laudo pericial da Polícia Federal, Bolsonaro apresenta doenças crônicas, entre elas:
• Hipertensão arterial sistêmica;
• Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) grave;
• Obesidade clínica;
• Aterosclerose sistêmica;
• Doença do refluxo gastroesofágico;
• Queratose actínica;
• Aderências intra-abdominais (bridas).
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais detalhadas sobre a causa do mal-estar ou eventual necessidade de encaminhamento hospitalar. A defesa do ex-presidente ainda não se manifestou publicamente sobre o episódio.
O caso segue em acompanhamento, enquanto aliados aguardam atualização sobre o estado de saúde do ex-chefe do Executivo.
