O Carnaval de 2026 deve manter ruas cheias, blocos lotados e intensa circulação de pessoas em todo o país, porém o impacto econômico da festa tende a ser mais restrito do que a imagem de celebração generalizada costuma sugerir. Pesquisa “Intenção de Consumo Carnaval 2026”, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, aponta que apenas 25% dos brasileiros pretendem gastar com produtos ou serviços específicos para o período.
Na prática, cerca de 41,4 milhões de consumidores devem movimentar algum valor durante o Carnaval, enquanto a maioria participará das festividades sem realizar gastos adicionais relevantes. O cenário revela uma participação cultural ampla, mas marcada por consumo seletivo e maior cautela financeira.
Entre os consumidores que afirmam que irão gastar, 88% pretendem participar de alguma festividade, com destaque para reuniões com amigos e familiares (48%), blocos de rua (41%) e festas em clubes, boates ou baladas (26%). A predominância de eventos gratuitos ou de baixo custo ajuda a explicar por que a presença nas celebrações não se traduz automaticamente em maior consumo.
Entre os que planejam desembolsar recursos, 95% pretendem comprar produtos e 88% contratar serviços, especialmente itens ligados a alimentação e bebidas, além de gastos com bares, restaurantes e transporte particular. O perfil indica circulação de dinheiro concentrada em setores específicos e em gastos imediatos.
A pesquisa também revela que 48% dos consumidores que pretendem gastar ainda não definiram quanto vão desembolsar, o que sugere decisões de compra de última hora e consumo impulsionado pela conveniência e pela proximidade das festividades.
Expectativa em Jundiaí
Em Jundiaí, a expectativa do comércio é de movimento positivo, porém moderado, acompanhando o cenário nacional de consumo mais cauteloso. A tendência é de aumento na procura por itens ligados a alimentação, bebidas, fantasias e acessórios, especialmente nos dias que antecedem o Carnaval, com compras concentradas de última hora.
Para os lojistas, o período deve gerar oportunidades pontuais de vendas, principalmente em segmentos voltados ao consumo imediato e ao lazer.
Foto: IA