O senador Flávio Bolsonaro afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, é um “primeiro passo para fazer Justiça”, mas criticou o prazo de 90 dias imposto pela medida.
Segundo Flávio, o período em que o pai esteve preso na sede da Polícia Federal foi inadequado para sua saúde. Ele relatou que Bolsonaro ficou em uma sala pequena, isolado por cerca de 22 horas por dia, com pouco espaço para caminhar e sem contato com ambiente externo.
A decisão do Supremo Tribunal Federal prevê prisão domiciliar temporária para tratamento de broncopneumonia. Após os 90 dias, a situação será reavaliada pela Justiça.
O senador questionou a limitação do prazo, argumentando que não faz sentido o ex-presidente retornar ao sistema prisional caso sua saúde melhore. Ele também classificou a medida como contraditória e fora do padrão legal.
Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica, não poderá utilizar celulares nem redes sociais e terá restrição de visitas. A família avalia reforçar os cuidados médicos durante o período em casa, com acompanhamento permanente.
Condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente estava detido em Brasília e foi hospitalizado após apresentar problemas respiratórios.
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