O alto volume de chuvas registrado no início de 2026 em Jundiaí tem provocado reflexos diretos na rotina de manutenção da cidade. Conforme dados da Defesa Civil, somente em janeiro foram contabilizados 436 milímetros de precipitação, índice cerca de 80% superior à média histórica do mês, que é de 247 milímetros.
A combinação entre chuvas intensas e temperaturas elevadas tem acelerado processos naturais, como o crescimento da vegetação — que chega a ocorrer de duas a três vezes acima do normal — além de contribuir para o desgaste mais rápido do asfalto.
Diante do cenário, a Prefeitura ampliou as equipes de zeladoria urbana. Os profissionais atuam simultaneamente em todas as regiões, realizando serviços de roçagem, poda e raspagem, com foco na conservação das áreas públicas e na segurança da população.
As condições climáticas também afetam diretamente a durabilidade da pavimentação. A massa asfáltica sai da usina entre 150°C e 170°C, podendo atingir a faixa ideal de 160°C a 180°C. Para garantir a compactação adequada, o material precisa ser aplicado ao solo ainda acima de 145°C. Com chuva, porém, a temperatura pode cair para menos de 85°C, comprometendo a aderência e reduzindo a vida útil do pavimento, o que favorece o surgimento de buracos.
Mesmo com as limitações impostas pelas chuvas de verão, as equipes aproveitam os períodos sem precipitação para manter a operação tapa-buracos, com média de 100 reparos diários. As frentes de trabalho estão distribuídas por regiões e também atendem demandas registradas pelo serviço 156.
A força-tarefa do programa Operação contra Enchentes segue mobilizada de forma permanente, reunindo diversas secretarias e a Guarda Municipal, além do Corpo de Bombeiros. A atuação integrada garante resposta rápida às ocorrências e reforça a prevenção durante o período chuvoso.
Prefeitura de Jundiaí
