Nova legislação adota tolerância zero para o uso de celular ao volante

Por Dircélio Timóteo

Usar o celular enquanto dirige passa a ser tratado com a mesma gravidade que conduzir um veículo sob efeito de álcool. A medida reflete a crescente preocupação das autoridades com os acidentes causados por distrações ao volante.

A prática de dirigir com o celular na mão está cada vez mais restrita. Especialistas alertam que o hábito reúne três tipos de distração simultaneamente:
• Visual, ao tirar os olhos da via;
• Manual, ao retirar as mãos do volante;
• Cognitiva, ao desviar a atenção e o raciocínio para outra atividade.

Em muitos países, qualquer uso manual do telefone ao dirigir já é proibido — incluindo chamadas, mensagens, acesso a redes sociais ou uso do GPS segurando o aparelho. A exceção fica apenas para sistemas de mãos-livres ou dispositivos fixados de forma adequada no veículo.

Nos Estados Unidos, diversos estados anunciaram a aplicação de penalidades ainda mais severas a partir de 2026, com aumento significativo no valor das multas e na pontuação da carteira de habilitação para quem desrespeitar a regra.

No Brasil, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) já classifica como infração gravíssima segurar ou manusear o celular ao volante. A penalidade inclui multa próxima de R$ 300, além da soma de pontos na CNH — um alerta claro de que a segurança no trânsito começa pela atenção total à direção.