Por Dircélio Timóteo – atualizado às 9h35
O governo da Venezuela afirmou neste sábado (3) não ter informações oficiais sobre o paradeiro do presidente Nicolás Maduro, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que forças americanas realizaram uma ofensiva de grande escala no país e capturaram o líder venezuelano.
Em pronunciamento transmitido por uma rádio local, a vice-presidente Delcy Rodríguez disse que a administração venezuelana não recebeu nenhuma comunicação formal de Washington e solicitou que o governo norte-americano apresente uma prova de vida de Maduro. Segundo Trump, o presidente venezuelano teria sido retirado do país por via aérea, acompanhado da esposa.
As declarações ocorreram horas depois de explosões serem registradas em Caracas durante a madrugada, aumentando o clima de tensão e incerteza no país. Até o momento, não há confirmação independente sobre as circunstâncias do suposto ataque nem sobre a localização de Maduro.
Delcy Rodríguez não detalhou como ficará a condução do governo venezuelano diante do cenário, mas afirmou que foram acionados os mecanismos de defesa previstos pelo Estado. De acordo com ela, medidas já haviam sido determinadas anteriormente por Maduro, incluindo a ativação de milícias, planos de defesa integral e ordens diretas às Forças Armadas.
“A população foi alertada sobre a possibilidade de uma agressão externa e recebeu a orientação de se mobilizar”, afirmou a vice-presidente, ao mencionar uma estratégia de atuação conjunta entre forças militares, policiais e civis.
Até a última atualização, o governo dos Estados Unidos não havia apresentado provas adicionais nem esclarecido os detalhes da operação mencionada por Trump. A situação segue em desenvolvimento e é acompanhada com atenção por governos e organismos internacionais.